Provérbios 6.9-‬11


COM GRANDES PODERES, MAS MUITAS RESPONSABILIDADES


A Sabedoria, como notamos em Provérbios, é um dos grandes privilégios daquele que anda com Deus e dEle faz seu deleite. Mas, como a Bíblia não é simplesmente um livro de contos etéreos e coisas “do céu”, mas nosso manual de vida, fé e prática, capaz de tangenciar às fragilidades do homem e instruí-lo para uma vida agradável com os outros e o próprio Deus, o texto nos alerta que a falta de discernimento pode nos levar aos mais sérios prejuízos. E, dentre estes, nossa reflexão será sobre a preguiça.


O preguiçoso, que a partir daqui se tornará um dos personagens do Livro, neste excerto é tido por alguém que está no maior sossego, quase que deitado eternamente em berço esplêndido. Numa leitura pouco atenta, poderíamos pensar: mas quem não gosta de um bom descanso após uma dura semana de trabalho? No entanto, amados, ao observarmos o trecho, vemos que não será esse o caso em questão. Com uma figura carregada de ironia, o preguiçoso é retratado como alguém que deixa de viver; e, talvez o pior, deixa de viver simplesmente porque está muito confortável para suportar os desafios diários que dele são exigidos. E aqui mora o perigo.


Irmãos, é inconcebível a ideia de que Deus, que nos dota de habilidades e conhecimentos, nos enche de amor e bondade, se alegre com a preguiça. Ao contrário, aprendemos com o exemplo do ocioso a valorizar mais as demandas e trabalhos que nos são necessários. Se fugir às responsabilidades fosse bom, certamente o texto não nos convidaria, versos antes (v. 6-7), a aprender com a formiga, que, embora pequena e frágil, ajunta seu alimento, em oposição ao preguiçoso, que a tudo desperdiça e colhe para si a própria pobreza.


Oração: “SENHOR, sustenta-me com um espírito equilibrado e obediente, para que possa não desperdiçar tuas bençãos e viver debaixo da Tua provisão. Amém”.


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