• Lucas Rojas

Felizes sofredores

“Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica, sem de forma alguma deixar-se intimidar por aqueles que se opõem a vocês. Para eles isso é sinal de destruição, mas para vocês de salvação, e isso da parte de Deus; pois a vocês foi dado o privilégio de, não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele, já que estão passando pelo mesmo combate que me viram enfrentar e agora ouvem que ainda enfrento.” Filipenses 1:27-30


O livro de Filipenses tem como um de seus objetivos fazer com que seus leitores tenham ALEGRIA na trajetória como servos de Deus. Os filipenses eram privilegiados, viviam numa rica colônia romana, isso os dava direitos equivalentes aos dos cidadãos romanos. Sabemos que isso era um grande privilégio na época. Paulo queria que seus leitores praticassem sua VERDADEIRA cidadania: a de cidadãos dos céus. Isso trouxe uma série de implicações para os leitores originais e continua trazendo para nós.


Lembremos que quando escreve esta carta, Paulo está preso em Roma, Filipenses é considerada uma das “cartas da prisão”, juntamente com Colossenses, Filemom e Efésios. Saber disso é crucial, pois na mentalidade do apóstolo, sua prisão e seu sofrimento pelo Evangelho era um privilégio, pois através desse sofrimento o Reino de Deus era apresentado. Paulo entendia que sua situação contribuía para a expansão do Evangelho.


Paulo apresenta seus conselhos aos filipenses partindo de exemplos. Ele apresenta seu sofrimento, para que os irmãos também considerem seu sofrimento como algo positivo para o reino. No capítulo 2, Paulo pede para o que os filipenses sejam humildes, apresentando Cristo como o exemplo supremo de humildade, e assim sucessivamente pela carta. Tendo isso em mente, conseguimos compreender a intenção do apóstolo ao dizer aos irmãos que além de crer em Cristo, somos abençoados por sofrer por ele.


Não vivemos na mesma realidade que Paulo, não sofremos perseguição de maneira formal e institucionalizada. Mas sabemos que o mundo é frívolo ao cristianismo. Sabemos de países onde o cristianismo é proibido, missionários que entregam suas vidas pelo Evangelho, como os apóstolos e os pais da igreja muitas vezes o fizeram. Nossa realidade é um pouco diferente. Em nossas profissões, faculdades e muitas vezes até mesmo em nossas famílias percebemos o quanto nossa fé é difamada pela sociedade. Essa perseguição “velada”, essa oposição “sutil”, é um privilégio do ponto de vista bíblico, pois através dela, também, o Evangelho pode ser propagado.


Que não fiquemos tristes, desanimados nem abatidos quando formos atacados, perseguidos e até mesmo segregados pela nossa fé. Mas que assim como o apóstolo Paulo, tenhamos ALEGRIA em exercer nossa cidadania celestial e participar do privilégio que é sofrer pelo nome de Cristo!

Deus nos abençoe!

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