Provérbios 10.7


O livro todo de provérbios, escrito pelo rei Salomão, busca listar as atitudes de um sábio e as atitudes de um tolo e as respectivas consequências na vida de cada um deles.


O sábio deve ser compreendido como aquele que teme a Deus e norteiam suas decisões em sua palavra (Pv. 9.10). Já o tolo ou insensato é aquele que confia no seu próprio conhecimento (Pv. 3.7).


A partir daí podemos entender que nossas atitudes e palavras nos colocam em apenas duas categorias: sábio ou tolo. Um erro muito comum dos cristão é tratar o livro de provérbios como sabedoria popular e citar seus trechos de forma solta e leviana. O correto seria absorvermos as verdades de cada trecho entendendo que as atitudes descritas para o tolo são pecaminosas e suas consequências mortais. Devemos encarar o tolo, insensato, escarnecedor e o desobediente como pecadores que agem de forma impiedosa. Dessa forma o filho desobediente não é apenas um homem que comete pequenos erros mas um pecador obstinado que se opõe às instruções dos seus pais lhes trazendo vergonha. O escarnecedor não é apenas aquele que desdenha do outro, mas um ser rebelde que se opõe deliberadamente à sabedoria divina.


Outra peculiaridade do livro é que para cada ação do tolo há uma consequência trágica atrelada e ela deve ser interpretada de forma literal. “As mãos preguiçosas empobrecem o homem” (v.4); “a boca dos ímpios abriga violência” (v.6); “a vida do ímpio é abreviada”(v.27); “a renda do ímpio lhe traz castigo” (v.16). Estas são algumas verdades incontestáveis, e mesmo que as consequência não sejam imediatas elas irão ocorrer de forma gradual nessa terra e resultarão em morte eterna.


Em contrapartida as consequências na vida dos sábios também devem ser levadas a sério e servir de esperança aos justos. Podemos crer que há um futuro de liberdade e paz nas escolhas sábias. O filho sábio dá “alegria aos pais” (v.1); os sábios “acumulam conhecimento”; o temor do Senhor nos dá vida longa (v.27); o sábio tem refúgio no caminho do Senhor (v.29). Busquemos com persistência o caminho da sabedoria, para que nossas escolhas terrenas possam refletir na eternidade.


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